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Agora temos o caos ferroviário. Mas não se sinta inferiorizado por isso. O consolo é que os americanos correm o risco de se tornarem "indigentes" digitais, tanto quanto nós, brasileiros, já somos. Um estudo comparativo mostra que a média de velocidade para download, no Japão, é de 61 megabits por segundo. Na Coréia do Sul, de 46 mbps. Na Finlândia, de 21 mbps. E, nos Estados Unidos, de 2 mbps. Estou tentando levantar qual é a média do Brasil, mas ainda estamos no tempo da internet discada, não é mesmo? E o custo? No Japão, a internet por fibra ótica custa U$ 36 dólares mensais pela velocidade de 100 mbps. Aqui na região de Washington pagamos U$ 40 dólares mensais pela velocidade de 2 mbps. Tá certo que o Japão tem uma vantagem. As distâncias são menores, o país é "altamente urbanizado e densamente populado", segundo o Washington Post. Mas houve, no Japão, a mão do governo ajudando a regulamentar a "mão invisível" do mercado, tão celebrada pelos nossos comentaristas econômicos pré-históricos. O governo japonês forçou as companhias telefônicas do país a abrirem a rede de cabos para novos provedores de internet. A competição aumentou e o preço despencou. Teleconferências e diagnósticos à distância já se tornaram parte do dia-a-dia dos japoneses. O objetivo do governo é dobrar o número de pessoas que trabalham em casa até 2010, reduzindo a poluição, o trânsito e criando a perspectiva de empresas que funcionem sem a necessidade de uma grande sede física. Em 2005, segundo a reportagem, na Coréia do Sul 25 de cada 100 habitantes tinham internet banda larga. No Japão, 14 de cada 100 habitantes. Nos Estados Unidos, 11 por 100. Aqui nos Estados Unidos, as companhias telefônicas e as companhias de TV a cabo controlam 98% do mercado de banda larga. É óbvio que não vão largar esse filé mignon. No Brasil caminhamos para três empresas controlando todo o mercado. Vão fazer o preço que quiserem, né? Neste caso, essas empresas que fazem propaganda do "livre mercado" vão defender seu terreno a qualquer custo. Capitalismo, sim, desde que os lucros sejam só deles. Publicado em 31 de agosto de 2007 O Diego me avisa que escreveu sobre o assunto em maio: "Segunda-feira, 7 de Maio de 2007 Internet à brasileira William Bonner me informa hoje à noite que o governo socialista-revolucionário petista fechou acordo com as empresas de telefonia fixa para facilitar o acesso à internet para as pessoas de baixa renda — popularmente conhecidas como pobres. Pelo acordo, as telefônicas instaladas no país cobrarão, a partir de julho, R$ 7 de assinatura por 10 horas mensais de acesso discado à rede. O acesso discado é feito a uma velocidade de incríveis 56kbps.Tão incríveis quanto a disposição das teles em investir no país. Em São Paulo, a mensalidade do Speedy Light é de R$ 60, mais o provedor, que não sai por menos de R$ 20. Ou seja, paga-se 40 U$ para ter em casa uma conexão de 256kbps, apenas cinco vezes mais rápida que o acesso por telefone. Na Coréia da Sul, onde as teles também foram privatizadas, a conexão média é de 10mbps por U$ 35 mensais (R$ 70). Para se ter uma idéia do benefício que nos é oferecido, lá paga-se mais barato do que aqui por uma conexão 40 vezes mais rápida que a nossa. Isso quase onze anos depois dos tucanos terem vendido as teles estatais. Afinal, por que então diabos existe essa discrepância toda entre os modelos do Brasil e da Coréia do Sul, que promovem a competição justa entre os agentes de seus respectivos mercados? Deve ser porque no Brasil não há cartel nem monopólio no setor de telecomunicações." Está aqui: http://comedordecriancinhas.blogspot.com/2007/05/internet-brasileira.html Fonte: Vi o mundo | |
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Internet rápida: Pagamos caro por um serviço de quinta
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